domingo, 10 de junho de 2012
Regiões da África: a África Branca (ou Setentrional)
Essa forma de regionalizar o Continente Africano leva em consideração os aspectos étnicos e culturais. A África Branca, que também pode ser chamada de Setentrional (norte) ou Saariana possui povos de origem caucasóide e de origem árabe. O Islamismo predomina nessa região que representa em torno de 30% da população africana.
Nos aspectos naturais o deserto do Saara domina a maior parte da África do Norte, o que de certa forma contribui para dificultar a agricultara na região. Sendo esta praticada em alguns oásis, no vale do rio Nilo e no Magreb. O subsolo possui importantes recursos enegéticos, com destaque para o petróleo.
O padrão de vida é considerado baixo, mas superiores aos do restante da África. A economia se baseia principalmente na exploração mineral, no turismo, na agricultura comercial irrigada e na agricultura mediterrânea, no Magreb, onde se pratica uma policultura juntamente com criação intensiva de ovelhas.
Apesar de haver variação em determinadas fontes (notem o mapa) os países da África Branca, são os seguintes:
Apesar de haver variação em determinadas fontes (notem o mapa) os países da África Branca, são os seguintes:
- Mauritânia;
- Marrocos;
- Saara Ocidental;
- Argélia;
- Líbia;
- Tunísia;
- Egito;
- Sudão;
- Etiópia.
Referência:
VESENTINI, José William; VLACH, Vânia. Geografia Crítica. São Paulo: Ática, 2002.
Pesquisa por: Simone Ike
Regiões da África: o Magreb
Existem várias possibilidades de dividir e subdividir o Continente Africano. Uma divisão muito usada e que tem por base os fatores étnicos culturais é a divisão em África do Norte (ou Branca) e África Subsaariana (ou Negra). A África do Norte suporta algumas subdivisões, dentre elas, o Magreb.
O Magreb localiza-se na porção oeste do norte do continente, a palavra significa "onde o Sol se põe" é formada por Marrocos, Argélia, Tunísia Saara Ocidental e Mauritânia. Podendo se expandir até a Líbia, no chamado grande Magreb.
O cordilheira do Atlas dá características fisiográficas que diferenciam essa região do restante da África do Norte. Os ventos do Atlântico ao encontrarem a cordilheira provoca uma precipitação regular, tornando o clima mediterrâneo na porção norte. Na faixa litorânea, entre a cordilheira do Atlas, o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, estão as principais cidades da região e ali se realizam a maioria das práticas agrícolas, com destaque para cultivo das oliveiras e das videiras.
A região foi ocupada por vários povos desde a antiguidade; cartagineses, romanos, vândalos, bérberes e europeus modernos estão entre eles. O domínio dos povos árabes, que se miscigenaram com os bérberes, dão traços culturas islâmicos para a região.
O Magreb possui um forte comércio com a Europa. Em torno de 48 bilhões de dólares é a quantia de exportações para a Europa Ocidental, cifra bem menor para a América do norte, 10 bilhões, as exportações para os Estados do Golfo são de 5 bilhões enquanto para as demais regiões as exportações giram em torno de 1 bilhão de dólares.
Referências:
VESENTINI, José William; VLACH, Vânia. Geografia Crítica. São Paulo: Ática, 2002.
São Paulo (Estado) Secretaria de Educação. Caderno do professor: geografia, ensino médio, 3ª série, vol. 3. Maria Inês Fini [et al]. São Paulo: SEE, 2009.
Pesquisa por: Simone Ike
Ruanda: mulheres no poder
Ao considerar os melhores exemplos da presença feminina no mundo político, pensa-se automaticamente nos países escandinavos. Entretanto, o país que encabeça a lista com maior representação feminina no parlamento se encontra no coração da África: Ruanda.
Localizada em uma das regiões mais conflituosas da África, Ruanda é um pequeno país de terras férteis, com uma das densidades populacionais mais altas do mundo: aproximadamente 400 habitantes por quilômetro quadrado.
O país é um dos líderes em um fenômeno global que está repercutindo também na África: o fortalecimento da posição da mulher - um processo que na África foi realizado com surpreendente rapidez. Em duas décadas, a representação parlamentar das mulheres no continente cresceu de 6%, em 1988, a 18% atualmente.
No caso de Ruanda, esta cifra é recorde, com 56% de participação feminina no parlamento. A Suécia é o segundo país, com 47% de parlamentares mulheres. No Brasil, a participação feminina no Congresso Nacional não passa de 9%.
Em Ruanda, também são vários os ministérios encabeçados por mulheres, entre eles o de Relações Exteriores e o do Comércio.
Cotas de representação
Um fator decisivo para este desenvolvimento foi o estabelecimento de cotas de representação. Três países africanos estipularam uma cota mínima de 30%: Ruanda, Tanzânia e Uganda. Os dois últimos têm sistemas eleitorais por maioria, e a única forma de garantir a representação feminina foi reservando a cota. Ruanda, entretanto, combina a reserva de assentos parlamentares com um sistema proporcional de representação.
Com este sistema, gera-se uma base política para que as mulheres possam fazer a diferença na realidade do país. Em uma sociedade patriarcal como a ruandesa, a forte presença feminina atual tem um impacto decisivo em questões de propriedade, herança e violência sexual. Mas as rápidas mudanças para uma igualdade de gêneros geraram muita resistência entre os homens, e um dos efeitos secundários foi o aumento da violência doméstica.
Passado sangrento
Entretanto, um ponto decisivo na evolução da posição das mulheres em Ruanda foi marcado pelo sangrento passado do país. Ruanda foi em 1994 cenário de um genocídio de proporções apocalípticas, no qual mais de um milhão de pessoas foram massacradas. O país ficou completamente em ruínas.
Muitos homens ruandeses foram assassinados, aprisionados ou fugiram para o exterior. O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, Unifem, compara a situação em que se encontrava Ruanda logo após o genocídio com a da Europa após o final da Segunda Guerra Mundial.
Neste momento, não houve opção. As mulheres tiveram que assumir as responsabilidades dos homens desaparecidos, ocupando cargos no governo de transição que seguiu ao genocídio.
Sua voz se fez ouvir e os resultados foram sem dúvida positivos. Os números não mentem: a participação parlamentar das ruandesas praticamente se duplicou em relação aos 30% estipulados pela legislação, alcançando assim um recorde histórico na história das democracias.
Pesquisa por: Cris
sábado, 9 de junho de 2012
Emancipação feminina na África: “Viemos de longe”
Gerntholz, advogada e especialista na área de direitos da mulher na África, tem toda confiança na enorme resiliência dos movimentos femininos. Ela também está convencida de que os problemas das mulheres na África não são isolados. “Elas estão diante dos mesmos desafios que as mulheres no resto do mundo. Mas os problemas na África são mais pronunciados porque os direitos humanos e a pobreza se cruzam. É provável que seja o continente mais pobre e as mulheres lá são desproporcionalmente afetadas.”
Propriedade
Há muitas razões por trás desta distribuição desigual, acredita Gerntholz. Ela aponta, por exemplo, a discriminação no direito à propriedade e as consequências da Aids:
“Em muitos países africanos as mulheres não têm direito à propriedade. Também não podem herdar uma propriedade. Em países como Quênia, Zimbábue, Zâmbia, Botswana, Lesoto, Maláui, Namíbia e África do Sul, onde os índices de HIV e Aids são altos, os homens com frequência morrem antes das mulheres. Isso significa que as mulheres muitas vezes são expropriadas quando seu marido morre. A família do marido toma posse das terras e bens. A mulher e seus filhos ficam desamparados. Ela não tem futuro porque não consegue um empréstimo nem pode comprar terras. Encontrar um emprego também é problemático.”
Em vários países no sul e leste da África, a posição legal da mulher em relação à propriedade foi melhorada, comenta Gerntholz. Mas infelizmente nem sempre é verificado se as leis são cumpridas na prática.
Educação
A desigualdade econômica também é grande. “Independência econômica para as mulheres é um dos principais objetivos a conquistar. É um clichê dizer que um país não é capaz de superar a pobreza se metade da população for mantida inativa.” Se as mulheres tiverem acesso a educação e trabalho, sua independência econômica é viável.
E a África está fazendo progressos substanciais justamente na área de educação: cada vez mais meninas frequentam a escola. Mas a qualidade da educação com frequência ainda deixa a desejar e as meninas, em geral, não têm acesso à escola secundária. “Elas deixam a escola porque se casam ou ficam grávidas, ou porque espera-se que elas cuidem da casa. Meninas também são mantidas em casa por motivos financeiros: os pais não podem pagar a escola.”
Apesar disso, a educação está se desenvolvendo de maneira positiva. Mas além disso as mulheres também têm que aprender habilidades com as quais possam entrar no mercado de trabalho. E isso, segundo Gerntholz, ainda acontece muito pouco.
Subordinadas
Em resumo, o grande problema é que as mulheres africanas ainda não são vistas como iguais. Elas permanecem subordinadas aos homens. Um exemplo é o combate à mortalidade materna. Liesl Gerntholz: “Sabemos há muito tempo o que é necessário fazer para diminuir significativamente a mortalidade materna. Não são intervenções caras, que países pobres não possam pagar. Falta simplesmente vontade política. Trata-se, afinal, ‘apenas’ de mulheres grávidas que morrem. Isso mostra bem o valor da mulher para a sociedade como um todo.”
Mulheres líderes
Por outro lado, a África tem tradição de mulheres fortes. “O trabalho de ativistas femininas dá cada vez mais frutos. Veja a nova promotora do Tribunal Penal Internacional, que é uma gambiana. Maláui e Libéria têm mulheres na presidência. Ruanda é o país com o maior número de mulheres parlamentares. Todas estas mudanças vêm em grande parte de fortes movimentos femininos que estimulam este progresso.”
Pesquisa por: Cris Pesquisa: Fonte
África: dimensão, economia e indústria
Segundo continente do mundo pela dimensão
Estende-se por 8 050 km pelo norte ao Sul, da sua ponta setentrional, o cabo Branco (em Tunísia), à sua extremidade austral, o cabo das Agulhas (em África do Sul); a sua amplitude máxima é cerca de 7 560 km de oeste é, da sua ponta ocidental, o Cabo Verde (ao Senegal), à sua extremidade oriental, Ras Hafoun (em Somália). O continente africano culmina ao monte Kilimandjaro (5 895 m de altitude ao monte Kibo), na Tanzânia; região mais baixa é a depressão salgada do lago Assal (153 m debaixo do nível do mar), sobre o território do Jibuti. O comprimento total das costas (30 490 km) é inferior, comparado à superfície, à dos outros continentes. A costa africana é inospitaleira sobre a vertente Atlântica devido à uma forte barra e a escassez das incisuras, exceto à embocadura dos rios e no golfo da Guiné, onde uma corda litoral isola frequentemente calmas lagoas ao bordo das quais vive uma população numerosa. A costa oriental, mais acolhedora, é varrida pelos ventos de monção que favorecem a navegação no Oceano Índico. Economia
A cultura africana é extremamente diversificada e suas características retratam tanto a história do povo quanto a de seu continente. Isso acontece porque os habitantes da África evoluíram em um ambiente cheio de contrastes e com várias dimensões. Culturalmente eles diferem muito entre si, falam um vasto número de línguas, praticam diferentes religiões, vivem em habitações diversificadas e se envolvem em inúmeras atividades econômicas.
No Brasil, a cultura africana chegou através do tráfico negreiro que trouxe para o País povos da África na condição de escravos. Da mesma forma que os indígenas, os africanos tiveram sua cultura repreendida pelos colonizadores. Mesmo assim foram eles que ajudaram a dar origem às religiões afro-brasileiras, e trouxeram muitos de seus costumes para a dança, música, culinária e idioma.
Texto por: Vera Padô
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Top 10: Filmes sobre a África
Em primeiro lugar, bom feriado aos nossos leitores! E pra aproveitar esses dias que ficamos em casa só curtindo, uma sessão com 10 filmes sobre a África para vocês conhecerem mais sobre esse lugar enquanto estão longe da escola.
Aproveitem!
1) Hotel Ruanda-Hotel Rwanda,(EUA/ Itália / África do Sul) 2004
Aproveitem!
1) Hotel Ruanda-Hotel Rwanda,(EUA/ Itália / África do Sul) 2004
Um gerente de Hotel de luxo em Ruanda, durante o conflito ente tutsis e hutus, consegue salvar milhares de vidas, permitindo que as pessoas fiquem no hotel. Baseado numa história verídica.
2) O Senhor das Armas-Lord of Technorati (Marcas:filmes,africa,dez,lista,cinema,hotel,ruanda - War (EUA) 2005)
Traficante de armas, sem o menor escrúpulo, fornece armamentos para milícias africanas, contribuindo para guerras civis e violência.
3) O Jardineiro Fiel -The Constant Gardener (EUA) 2005
4)Diamante de Sangue -Blood Diamond (EUA) 2006
4)Diamante de Sangue -Blood Diamond (EUA) 2006
Homem tem seu filho seqüestrado pela milícia para ser treinado para matar e vai em busca dele. O filme mostra o tráfico de diamantes em Serra Leoa e as conseqüências dele.
5) Crianças Invisíveis – All the Invisible Children (Itália) 2005
Documentário que mostra a situação de crianças em vários países, inclusive no Brasil. São mostradas as crianças na África que sofrem seqüestro e lavagem cerebral para se tornarem assassinos para as milícias.
6) Amor sem Fronteiras – Beyond Borders( EUA) 2003
Mulher da alta sociedade conhece um médico idealista e se apaixona por ele. O primeiro acampamento mostrado fica na África. O filme mostra os próprios africanos que roubam doações de alimentos e remédios dos civis para alimentar as milícias.
7) Um Herói do Nosso Tempo- Va, Vis et Deviens (França / Bélgica / Israel / Itália) 2005
Menino negro se passa por judeu para ser levado a Israel e ter condições de sobreviver. Na época, o país estava resgatando os judeus negros da em situação de miséria. Mesmo entre os judeus, existe o preconceito pelo fato dele ser negro.
8) O último Rei da Escócia - The Last King of Scotland(Inglaterra)2006
Jovem escocês recém formado em Medicina decide partir numa aventura e trabalhar em Uganda. Acaba conhecendo por acaso o ditador Ide Amim, que acaba simpatizando com ele. O jovem passa a freqüentar festas e a alta sociedade e não faz idéia do que é capaz o ditador.Baseado numa história real.
9) Infância Roubada – Tsotsi(África do Sul / Inglaterra)2005
Jovem rouba carro e só depois percebe que tem um bebê dentro. Ele leva a criança para uma moça que ele mal conhecer cuidar e começa a se apegar a criança.
10) Um Grito de Liberdade – Cry Freedom( Inglaterra) 2007
Filme sobre o apartheid na África do Sul, mostra a amizade entre um líder negro Stephen Biko e um jornalista branco. Baseado em uma história real.
Esses são alguns dos filmes que abordam as temáticas africanas, embora existam outros bons também. Pretendo fazer uma segunda parte deste post, com os filmes que faltaram aqui. Acabei lembrando de diversos filmes.
Esses filmes podem ser utilizados por educadores nas escolas para ilustrar os diversos temas que abordam.
Fonte: Cinemanet
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