terça-feira, 19 de junho de 2012

Comércio na África

O Conselho de Ministro da Câmara de Comércio Exterior (Camex), em reunião realizada nesta terça-feira (11), autorizou o ministério das Relações Exteriores (MRE) a iniciar a fase de consultas formais à África do Sul sobre as medidas antidumping provisórias aplicadas às exportações brasileiras de aves inteiras (com alíquota de 62,93%), cortes desossados da empresa Aurora (alíquota de 6,26%) e cortes desossados de outros exportadores (alíquota de 46,59%.

"A autorização da Camex, que representa o início de um contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC), atende à solicitação da União Brasileira de Avicultores (Ubabef), que estima um prejuízo de US$ 70 milhões anuais em razão da medida adotada pela África do Sul contra a exportação de frango brasileiro", diz a nota.


A investigação feita pela Comissão de Comércio Internacional da África do Sul (Itac), relativa à alegação de dumping de frangos inteiros e cortes desossados de frango (congelados, originários ou importados do Brasil) teve início em junho do ano passado.


Em fevereiro deste ano, a Itac expediu determinação preliminar pela qual alegou a existência de dumping, causando dano à indústria brasileira.


Carne suína


A Camex autorizou também o ministério das Relações Exteriores a realizar consultas informais à África do Sul sobre a suspensão da importação de carne suína do Brasil, compra que havia sido suspensa em 2005.


A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) solicitou ao ministério a abertura de um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para analisar o assunto.


Caso as consultas informais sejam consideradas insatisfatórias, a Camex poderá autorizar o início das consultas formais, dando início ao contencioso.


Notícia datada em 12 de junho de 2012 - Redação (www.ultimoinstante.com.br) 

Postagem por Dagmar Barros

África na moda


 A África está em pauta na passarela do verão 2013. De olho no continente como a nova Ásia e um futuro mercado consumidor, a moda reforça a pegada étnica. O Japão também inspirou a estação no desfile da Triton. Foi também um dia de moda e música com Boy George entrando em cena no desfile feminino de Alexandre Herchcovitch e Paula Lima cantando em Fause Haten. Na Tufi Duek, de Eduardo Pombal, as flores surgiram inspirando construções leves em assimetrias e camadas. Atenção aos pontos altos:

Animal Prints: estão aí de novo mas dessa vez super sutis como mostrou a Animale, sugerindo zebrados e outros bichos entre transparências.


Boy George: uma androginia colorida e inspirada no vocalista do Culture Club propõe, na coleção feminina de Alexandre Herchcovitch, cores fortes e primárias como o amarelo, o rosa e o vermelho na contramão das candy colors (os pastéis clarinhos). Feminilidade irreverente em peças mais soltas libertando o corpo dos justos.


Peças chaves: as calças estão mais justas em contraponto com a modelagem mais ampla e esculpida das camisas de Herchcovitch. As saias estão bem curtas e soltas. Na triton fizeram contraponto com paletós mais amplos e de modelagem quadrada.


Japonismo: surgiu nas estampas da Triton lembrando origamis.


Beleza: cabelos encaracolados em alta ou curtos e retos chegando a ser andróginos trabalhados em topetes.

Por Heloisa Marra, notícia publicada em terça, 12/06/12.
Postagem por Dagmar Barros

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sudão do Sul se torna o mais novo país do mundo





Brasília 08/jul/2011 - O Sudão do Sul se tornou oficialmente o mais novo país do mundo, ao oficializar sua independência do restante do Sudão.
Nas ruas da capital do país, Juba, centenas de pessoas comemoraram a mudança logo após o horário oficial da separação do Norte.
Segundo o enviado da BBC a Juba Will Ross, às vésperas do nascimento do país as rádios tocaram sem parar o hino nacional sul-sudanês, composto por estudantes locais.
O país nasce a partir de um acordo de paz firmado em 2005, após 12 anos de uma guerra civil que deixou 1,5 milhão de mortos. Em janeiro, 99% dos eleitores do Sudão do Sul votaram a favor da separação da região, predominantemente cristã e animista, em relação ao norte, governado a partir de Cartum, onde a população é em sua maioria muçulmana e de origem árabe.
Hoje, o governo do presidente sudanês, Omar Bashir, reconheceu formalmente a independência da parte Sul de seu país. Ele estará em Juba, amanhã (9) para a festa, assim como o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que será recepcionado pelo presidente interino do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit.
Apesar de ter grandes reservas de petróleo, o Sudão do Sul nasce como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres.
Embora não haja estatísticas oficiais, a ONU estima que a população do país varie entre 7,5 milhões e 9,5 milhões. O Sudão do Sul também nasce sendo um dos maiores do Continente Africano, superando as áreas de Quênia, Uganda e Ruanda somadas.
Após comemorar a independência, o Sudão do Sul terá de resolver a questão da fonteira com o Norte. A independência está sendo celebrada sem que as fronteiras entre o Sul e o Norte já estejam completamente definidas. Um foco de tensão é o debate sobre quem ficará a região de Abyei, rica em petróleo.
Em maio, forças do Sudão do Norte entraram em Abyei. Os conflitos forçaram 170 mil pessoas a deixarem suas casas, para fugir da violência.
O acordo de 2005 previa um referendo para os moradores da área decidirem se ficariam com o Norte ou o Sul, mas por causa da tensão a votação ainda não ocorreu.
Antecipando-se a uma eventual retomada da guerra civil, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, também em maio, o envio de uma missão de paz com 7 mil militares para a área, a maioria da Etiópia.
A separação também acendeu os ânimos na região de Kordofan do Sul, que está sob controle do governo de Cartum.
Povoada por minorias étnicas sem ligação com a população árabe do Norte, a região quer se juntar ao novo país. Confrontos na região já provocaram o deslocamento de 60 mil moradores.

Pesquisado por: Simone Ike, matéria da BBC Brasil

domingo, 10 de junho de 2012

CURIOSIDADE: Monte Kilimanjaro – Tanzânia


O monte Kilimanjaro, que significa montanha branca, está localizado no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, e é o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5.891,8 m. 




Este antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único. 


O monte e as florestas circundantes, com uma área de 75.353 ha, possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem um parque nacional que foi inscrito pela UNESCO, como Património da Humanidade. 


O complexo do monte Kilimanjaro com as suas florestas, tinha sido considerado uma reserva de caça pelo governo colonial alemão nos princípios do século XX, mas foi considerado uma reserva florestal em 1921, até que, em 1973, foi declarado como Parque Nacional. 


Por se encontrar na margem oriental do sul da África, o monte Kijimanjaro, que mostra ter tido grande atividade vulcânica está acompanhado por três outros cones vulcânicos. 


O mais antigo, Shira, a oeste, com uma altitude de 4.500 m, Mawenzi a leste, com uma altitude de 5.149 m e, entre eles, Kibo, que é o mais recente e mostra ainda sinais de atividade, na forma de fumarolas. 


O degelo das geleiras (glaciares) no topo do Kilimanjaro é uma realidade. Estimadas em cerca 12 km² de extensão em 1900, recobrem hoje somente 2 km². 


A ascensão é tecnicamente fácil, mas longa e penosa pelo frio e pela altitude. A via mais frequentada é a via Marangu. As outras vias praticadas são as vias Machame, Mweka e Shira. 

Aproximadamente 20.000 pessoas tentam todos os anos alcançar o topo. Este número é controlado pelas autoridades da Tanzânia. 



Fonte: Blog lugares fantásticos

Conheça o Rio Nilo

Para saber mais, viste esse link: RIO NILO
Super interessante! 

Conheça o Saara




Os desertos são regiões hiperáridas, áridas e semiáridas, apresentam índices pluviométricos baixíssimos: menos de 100 mm de chuva anual nas porções hiperáridas, menos de 250 mm nas partes áridas e oscilam entre 250 mm e 500 mm nas regiões semiáridas. Em virtude dessas condições físicas, os desertos são locais de difícil adaptação humana e de outros seres vivos. 

Localizado no continente africano, o deserto do Saara é o maior e mais famoso do mundo, sua extensão territorial é de aproximadamente 9 milhões de quilômetros quadrados, sendo maior que a área do Brasil. Está presente em mais de dez países: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Tunísia e Sudão. Estende-se ainda pela Etiópia, por Djibuti e pela Somália, onde recebe denominações locais. O deserto do Saara consiste em um divisor natural do continente africano: ao norte do Saara está a África Mediterrânea, ao sul, localiza-se a África Subsaariana. 

Apresenta uma zona de alta pressão atmosférica e baixos níveis de umidade. Seu clima é um dos mais áridos do mundo (hiperárido). As temperaturas são elevadas, podendo atingir mais de 50 °C durante o dia. No entanto, possui grande amplitude térmica, e as temperaturas durante a noite caem drasticamente, ficando na marca de 0 °C. As chuvas são quase nulas, acontecem muito raramente, geralmente torrenciais após longos períodos secos. A paisagem vegetal está ausente na maior parte desse domínio, presente apenas em áreas de oásis. 

Mesmo apresentando todas essas características adversas à sobrevivência, o Saara é habitado. Destacam-se os tuaregues (povos nômades) e os beduinos (povos que praticam o comércio ambulante). No deserto do Saara, os oásis são os locais mais procurados para a fixação humana, pois apresentam afloramento de lençóis freáticos na superfície, proporcionando o surgimento de vegetação. 

O deserto do Saara ganhou grande importância econômica após a descoberta de poços de petróleo. No entanto, para que o óleo seja extraído, são necessários elevados investimentos em infraestrutura, tornando a atividade não muito rentável.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco - Graduado em Geografia, Equipe Brasil Escola
Pesquisa de: Simone Ike

Já nevou no deserto do Saara?



Já, sim! O fenômeno só rolou uma única vez, mas foi uma nevasca bem no coração do deserto. Tudo ocorreu em 18 de fevereiro de 1979, no sul da Argélia. Existem poucos relatos científicos sobre o fato, mas é provável que a nevasca tenha acontecido durante a noite, quando a temperatura no deserto pode cair abaixo de 0 ºC. A tempestade de neve durou apenas meia hora e não deixou vestígios, pois a neve derreteu em poucas horas. Os cientistas arriscam que a principal explicação para a nevasca no Saara é a baixíssima umidade do local. Isso ocorre porque as montanhas do Atlas, ao norte do Saara, "emparedam" o deserto, impedindo a entrada de ar úmido. Passam apenas algumas massas de ar seco, que em condições raras podem fazer chover - ou, em condições ainda mais raras, fazer nevar. "Com baixa umidade, a água que cai das nuvens tende a passar direto do vapor para o estado sólido porque a temperatura da superfície das gotículas diminui, formando cristais de neve. É a mesma coisa que acontece quando saímos de uma piscina num dia com ar seco: sentimos frio porque a superfície das gotículas de água esfria", afirma o pesquisador Andrew Heymsfield, da Corporação Universitária para a Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos. Só que não adiantaria nada ter ar seco e uma temperatura superquente - nesse caso, os cristais de gelo derreteriam. Por isso que a tempestade deve ter rolado à noite - o fato é que, para rolar uma nevasca, a temperatura não precisa estar abaixo de zero. "Existem muitos registros de neve a até 12 ºC, e o Saara pode perfeitamente ter atingido essa temperatura durante a noite", diz Andrew. Se a neve é um fenômeno raro em desertos quentes, não é tão difícil de acontecer nos desertos frios. Um exemplo é o deserto de Atacama, no Chile, que tem uma camada de neve que nunca chega a derreter em suas partes mais altas.

Fonte: CURIOSIDADES - REVISTA MUNDO ESTRANHO, por Viviane Palladino.